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Eficiência operacional industrial para como otimizar processos com automação, dados e melhoria contínua
A análise apresentada considera eficiência operacional industrial é a capacidade de uma operação produzir com estabilidade, qualidade e uso racional de recursos, reduzindo desperdícios, custos operacionais, paradas evitáveis e variações de processo.
Em termos práticos, ela mostra o quanto uma indústria consegue transformar insumos, energia, equipamentos, pessoas, dados e sistemas em produção confiável, segura e competitiva.
Embora seja frequentemente associada ao aumento de produção, eficiência operacional não é sinônimo de produtividade.
Produtividade indica quanto se produz em determinado período ou com determinado recurso.
Eficiência avalia se essa produção ocorre da melhor forma possível: com menor retrabalho, menor perda de matéria-prima, melhor disponibilidade de equipamentos, controle de qualidade mais consistente e consumo de energia mais adequado ao processo.
Uma linha industrial pode, por exemplo, produzir mais em um turno e ainda assim operar de forma ineficiente se houver excesso de perdas, variabilidade no padrão do produto, uso desnecessário de energia, falhas recorrentes de integração entre equipamentos ou dependência de ajustes manuais não padronizados. Por isso, a eficiência deve ser analisada como um sistema, e não apenas como um indicador isolado.
Por que a eficiência operacional importa para a indústria?
Em mercados industriais cada vez mais pressionados por custo, qualidade, rastreabilidade, disponibilidade e sustentabilidade operacional, melhorar a eficiência significa aumentar o controle sobre a própria operação.
Para gestores, engenheiros, equipes de manutenção, produção e melhoria contínua, isso permite tomar decisões menos reativas e mais orientadas por dados.
Os principais impactos aparecem em dimensões como:
- Produtividade: melhor aproveitamento de linhas, turnos, equipamentos e equipes;
- Qualidade: redução de variabilidade e maior estabilidade dos parâmetros de processo;
- Custos operacionais: menor ocorrência de perdas, retrabalho, desperdícios e paradas improdutivas;
- Disponibilidade de equipamentos: melhor previsibilidade sobre falhas, intervenções e condições de operação;
- Consumo de energia: uso mais consciente de recursos energéticos, especialmente em processos intensivos;
- Sustentabilidade operacional: capacidade de manter resultados de forma consistente, sem depender apenas de ações pontuais.
A eficiência operacional industrial também influencia diretamente a competitividade.
Uma planta com processos bem medidos, padronizados e integrados consegue responder melhor a mudanças de demanda, exigências de qualidade, restrições de recursos e necessidades de manutenção. Isso não significa eliminar todos os problemas da operação, mas criar condições técnicas para identificá-los, priorizá-los e tratá-los com método.
Eficiência não depende apenas de tecnologia
Um erro comum é tratar eficiência operacional como consequência automática da compra de equipamentos, softwares ou sistemas de automação.
A tecnologia é uma alavanca importante, mas seu valor depende do contexto em que ela é aplicada.
Para gerar melhoria real, a automação industrial precisa estar conectada a uma base técnica consistente, que normalmente envolve:
- diagnóstico do processo atual;
- mapeamento de gargalos produtivos;
- definição de parâmetros operacionais;
- padronização de rotinas;
- coleta de dados confiáveis;
- integração entre automação, instrumentação e sistemas;
- monitoramento de indicadores;
- acompanhamento da produção após a implementação.
Sem essa visão integrada, dashboards podem apenas exibir dados sem apoiar decisões, sensores podem coletar informações sem contexto e sistemas automatizados podem reproduzir ineficiências já existentes no processo. Por isso, a eficiência operacional sustentável nasce da combinação entre engenharia de processos, melhoria contínua, automação, dados industriais e governança operacional.
Relação com melhoria contínua e automação industrial
A melhoria contínua atua como o ciclo de aprendizado da operação. Ela transforma dados e observações de campo em ajustes, padrões e novas oportunidades de otimização.
Já a automação industrial contribui para tornar processos mais controláveis, repetíveis e monitoráveis, reduzindo dependência de intervenções manuais e aumentando a visibilidade sobre o desempenho. Quando bem aplicada, a automação ajuda a responder perguntas essenciais:
- o processo está operando dentro dos parâmetros definidos;
- onde ocorrem perdas ou variações;
- quais equipamentos apresentam maior impacto na disponibilidade;
- quais desvios afetam qualidade ou consumo de energia;
- quais decisões precisam ser tomadas em tempo real;
- quais rotinas podem ser padronizadas para reduzir instabilidade.
A resposta a essas perguntas orienta uma abordagem mais madura de eficiência: primeiro entender o processo, depois medir com consistência, então integrar sistemas e, por fim, acompanhar os resultados para sustentar a melhoria ao longo do tempo. Nesse contexto, a experiência prática conta.
A Easy Automação atua desde 2011 no mercado de automação industrial, com origem ligada à vivência em uma grande indústria de laticínios, e desenvolve soluções para segmentos como alimentos e bebidas, laticínios, farmacêutico, tecnologia da informação, manutenção industrial e outros.
Essa trajetória se conecta ao desafio central da eficiência operacional: aproximar conhecimento de chão de fábrica, engenharia de processos, automação e acompanhamento da produção para apoiar decisões mais consistentes.
Portanto, falar em eficiência operacional industrial é falar sobre controle, método e integração.
Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir melhor, com processos mais previsíveis, dados mais confiáveis, recursos mais bem utilizados e uma base técnica capaz de sustentar melhorias ao longo do tempo.
Principais gargalos que reduzem a eficiência nas operações industriais
Antes de propor qualquer solução de automação, engenharia de processos ou melhoria contínua, é essencial identificar onde a operação perde estabilidade.
Gargalos produtivos nem sempre aparecem como uma grande falha isolada; muitas vezes surgem como pequenas perdas repetidas: espera entre etapas, paradas não planejadas, retrabalho, variação de qualidade, desperdício de insumos, baixa disponibilidade de equipamentos e decisões tomadas com dados incompletos.
Na prática, a eficiência operacional industrial costuma ser reduzida por uma combinação de fatores de processo, pessoas, tecnologia, dados, manutenção e gestão.
Separar esses fatores ajuda a evitar diagnósticos superficiais, como atribuir todo problema à máquina, ao operador ou ao sistema, quando a causa real pode estar na integração entre eles.
Gargalos de processo: quando o fluxo produtivo não é estável
Sintomas operacionais comuns
- Acúmulo de produto em uma etapa enquanto outra fica ociosa;
- Variação frequente no tempo de ciclo;
- Necessidade recorrente de ajustes manuais para manter a produção;
- Perdas de processo difíceis de rastrear;
- Retrabalho para corrigir desvios de qualidade.
Possíveis causas
- Fluxo produtivo mal balanceado entre etapas;
- Parâmetros de processo pouco claros ou pouco controlados;
- Ausência de padronização operacional;
- Falta de análise detalhada dos pontos de restrição;
- Mudanças no processo feitas de forma reativa, sem validação técnica suficiente.
Esse tipo de gargalo é comum em operações que cresceram ao longo do tempo sem revisão estruturada do processo.
A produção continua funcionando, mas com dependência excessiva de ajustes informais, experiência individual e ações corretivas constantes.
Gargalos de pessoas: quando a operação depende demais de conhecimento tácito
Sintomas operacionais comuns
- Resultados diferentes entre turnos;
- Operadores adotando formas distintas de executar a mesma atividade;
- Dificuldade para manter o padrão em trocas de equipe;
- Interpretação subjetiva de alarmes, desvios ou parâmetros;
- Aumento de erros quando profissionais experientes não estão disponíveis.
Possíveis causas
- Procedimentos operacionais pouco documentados;
- Treinamento não alinhado aos parâmetros reais do processo;
- Falta de critérios objetivos para tomada de decisão em campo;
- Baixa clareza sobre responsabilidades entre produção, manutenção, qualidade e engenharia;
- Dependência de conhecimento prático não convertido em rotina padronizada.
O problema, nesse caso, não é a presença de pessoas na operação, mas a ausência de um sistema que transforme experiência em padrão.
Operações eficientes reduzem a variabilidade sem eliminar a inteligência operacional da equipe.
Gargalos tecnológicos: quando automação, instrumentação e sistemas não conversam bem
Sintomas operacionais comuns
- Equipamentos automatizados operando de forma isolada;
- Dados disponíveis localmente, mas sem integração com a visão geral da planta;
- Instrumentos instalados sem uso efetivo na tomada de decisão;
- Alarmes excessivos, pouco priorizados ou ignorados pela equipe;
- Dificuldade para correlacionar falhas de equipamento com perdas de produção.
Possíveis causas
- Baixa integração entre automação e instrumentação;
- Sistemas implantados em momentos diferentes, sem arquitetura integrada;
- Falta de padronização na coleta e no tratamento dos sinais de processo;
- Ausência de conectividade adequada entre chão de fábrica, supervisão e análise gerencial;
- Automação aplicada a etapas isoladas, sem revisão do processo como um todo.
A tecnologia contribui para a eficiência quando está conectada ao processo decisório.
Automatizar uma etapa instável, sem entender suas causas de variação, pode apenas tornar o problema mais rápido e mais difícil de enxergar.
Gargalos de dados: quando a operação não enxerga o que precisa medir
Sintomas operacionais comuns
- Decisões baseadas em percepção, planilhas manuais ou registros tardios;
- Baixa visibilidade operacional em tempo real;
- Dificuldade para identificar quando, onde e por que ocorreu uma perda;
- Indicadores inconsistentes entre produção, manutenção e qualidade;
- Dashboards com muitas informações, mas pouca utilidade prática para priorizar ações.
Possíveis causas
- Falta de dados em tempo real nos pontos críticos do processo;
- Coleta manual sujeita a atraso, erro ou interpretação;
- Indicadores definidos sem ligação clara com decisões operacionais;
- Dados de automação, qualidade, manutenção e produção analisados separadamente;
- Ausência de histórico confiável para comparar tendências e desvios.
Um bom sistema de indicadores não serve apenas para exibir números. Ele deve apoiar perguntas operacionais relevantes: qual etapa limita a produção, qual perda se repete, qual equipamento compromete a disponibilidade, qual parâmetro afeta a qualidade e qual ação deve ser priorizada.
Gargalos de manutenção: quando a planta trabalha no modo reativo
Sintomas operacionais comuns
- Paradas não planejadas frequentes;
- Intervenções emergenciais durante janelas produtivas críticas;
- Reincidência de falhas em equipamentos ou instrumentos;
- Redução de disponibilidade sem causa claramente documentada;
- Conflitos entre necessidade de produção e necessidade de manutenção.
Possíveis causas
- Predominância de manutenção reativa;
- Falta de histórico técnico confiável sobre falhas e intervenções;
- Baixa integração entre dados de processo e dados de manutenção;
- Instrumentação sem calibração, verificação ou acompanhamento adequados dentro da rotina da planta;
- Ausência de critérios claros para priorizar ativos críticos.
A disponibilidade dos equipamentos depende tanto da condição física dos ativos quanto da qualidade das informações usadas para mantê-los. Quando manutenção e produção não compartilham uma visão comum dos desvios, a operação tende a repetir correções emergenciais em vez de eliminar causas.
Gargalos de gestão: quando a decisão não acompanha a realidade da operação
Sintomas operacionais comuns
- Reuniões focadas em justificar problemas, não em eliminar causas;
- Muitas iniciativas abertas e poucas concluídas;
- Priorização baseada em urgência, não em impacto operacional;
- Falta de alinhamento entre metas de produção, qualidade, manutenção e custos;
- Dificuldade para transformar dados em plano de ação.
Possíveis causas
- Indicadores desconectados da rotina do chão de fábrica;
- Ausência de critérios técnicos para priorizar melhorias;
- Falta de governança sobre mudanças de processo;
- Baixa integração entre áreas envolvidas na operação;
- Acompanhamento insuficiente após a implementação de melhorias.
A gestão da eficiência exige cadência.
Identificar perdas é apenas o início; é preciso validar causas, definir responsáveis, acompanhar ações e verificar se a melhoria se sustentou na prática.
Como reconhecer que um gargalo precisa de diagnóstico estruturado?
Alguns sinais indicam que a operação precisa de uma análise mais profunda:
- A mesma perda aparece em diferentes turnos ou linhas;
- A produção depende de ajustes manuais frequentes;
- A qualidade varia mesmo quando a matéria-prima e a receita parecem iguais;
- A planta possui dados, mas a equipe não consegue usá-los para decidir;
- A manutenção atua muito mais em correção do que em prevenção;
- A automação existe, mas não oferece visão integrada do desempenho;
- As áreas discutem sintomas diferentes para o mesmo problema operacional.
Nesses cenários, o mapeamento e a análise de processos produtivos ajudam a separar sintomas de causas.
As Soluções e Projetos da Easy Automação contemplam esse tipo de abordagem ao identificar oportunidades de melhoria, avaliar processos, apoiar a padronização operacional e conectar informações de automação e instrumentação à tomada de decisão baseada em dados concretos.
O ponto central é que gargalos não devem ser tratados apenas como falhas pontuais. Eles são sinais de que o processo precisa ser compreendido de forma sistêmica, considerando fluxo produtivo, recursos, pessoas, tecnologia, dados, manutenção e gestão.
Quanto mais claro for o diagnóstico, maior a chance de que a solução implementada seja compatível com a realidade operacional da planta.
Como medir eficiência operacional com indicadores e dados em tempo real?
Medir eficiência operacional industrial exige mais do que acompanhar números em um dashboard.
Indicadores só geram valor quando representam o comportamento real do processo, são coletados com confiabilidade e ajudam a decidir o que priorizar: reduzir paradas, estabilizar qualidade, melhorar performance, diminuir desperdícios ou aumentar a disponibilidade dos equipamentos.
Na prática, a medição deve conectar três camadas: o processo físico, os dados industriais e a tomada de decisão.
Se sensores, instrumentos, sistemas de automação e registros operacionais não estiverem integrados de forma coerente, a empresa pode ter muitos dados disponíveis, mas pouca clareza sobre o que realmente está limitando a operação.
Comece pelos objetivos do processo, não pelo dashboard
Um erro comum é definir KPIs industriais apenas porque são populares no mercado.
OEE, disponibilidade, performance, qualidade, consumo específico de energia, taxa de retrabalho, perdas de matéria-prima e tempo de parada são indicadores relevantes, mas nem todos terão o mesmo peso em cada processo produtivo.
Em uma linha com muitas paradas não planejadas, por exemplo, a disponibilidade pode ser o indicador mais crítico.
Em um processo sensível à padronização do produto, a estabilidade da qualidade pode ser mais importante.
Em operações com alto consumo energético, indicadores de energia por unidade produzida podem revelar oportunidades que não aparecem em métricas puramente produtivas. Por isso, bons indicadores devem responder a perguntas operacionais concretas:
- Qual restrição mais afeta a produção;
- A perda ocorre por parada, baixa velocidade, variação de qualidade, setup, retrabalho ou desperdício;
- O dado coletado representa o processo real ou apenas um registro manual tardio;
- O indicador ajuda a decidir uma ação ou apenas mostra um número;
- A equipe consegue interpretar o desvio e atuar sobre ele;
- O indicador é comparável ao longo do tempo, entre turnos ou entre linhas;
- Existe integração suficiente entre automação, instrumentação e sistemas para reduzir distorções.
Indicadores essenciais para análise de eficiência
A escolha dos KPIs deve considerar o tipo de indústria, o nível de automação, a criticidade do processo e a maturidade dos dados.
Ainda assim, alguns grupos de indicadores costumam formar uma base útil para monitoramento contínuo:
- Disponibilidade: mostra quanto tempo o equipamento ou linha ficou apto a produzir em relação ao tempo planejado. Ajuda a analisar paradas não planejadas, manutenção reativa, falhas recorrentes e tempo de retomada;
- Performance: avalia se o processo opera próximo da velocidade, vazão ou capacidade esperada, considerando perdas por ritmo reduzido, microparadas e limitações operacionais;
- Qualidade: mede a proporção de produto conforme em relação ao total produzido, apoiando a identificação de retrabalho, refugos, desvios de processo e instabilidade operacional;
- OEE: integra disponibilidade, performance e qualidade em uma visão única da efetividade do equipamento ou linha. É útil para priorização, desde que os dados de entrada sejam confiáveis e o contexto do processo seja respeitado;
- Consumo de recursos: acompanha energia, água, vapor, ar comprimido, matéria-prima ou insumos por unidade produzida, quando esses fatores são relevantes para a operação;
- Indicadores de manutenção: incluem frequência de falhas, tempo de parada, tempo de intervenção e recorrência de problemas, apoiando decisões entre manutenção corretiva, preventiva e preditiva;
- Indicadores de processo: variáveis como temperatura, pressão, vazão, nível, concentração, tempo de ciclo e parâmetros de controle podem explicar desvios antes que eles apareçam no resultado final.
O ponto central é que métricas genéricas precisam ser traduzidas para a realidade de cada planta.
Um mesmo KPI pode ter interpretações diferentes em laticínios, alimentos e bebidas, farmacêutico, manufatura, mineração, concreteiras ou manutenção industrial.
O indicador certo é aquele que reduz incerteza e orienta uma decisão operacional.
Dados em tempo real só são úteis quando são confiáveis
Indicadores em tempo real permitem enxergar tendências, desvios e anomalias enquanto ainda há tempo para agir.
Porém, velocidade sem confiabilidade pode gerar decisões equivocadas.
Antes de usar dados para priorizar melhorias, é necessário avaliar a qualidade da coleta. Isso envolve verificar se os sensores e instrumentos estão adequados ao processo, se os sinais chegam corretamente aos sistemas de automação, se há perda de comunicação, se os registros manuais seguem critérios padronizados e se os eventos de parada possuem classificação clara.
Um dashboard visualmente completo pode mascarar problemas se os dados estiverem incompletos, duplicados, atrasados ou fora de contexto.
A integração entre sistemas de automação e instrumentação é uma base importante para essa confiabilidade. Quando variáveis de processo, estados de equipamento, alarmes, tempos de parada e dados de produção são conectados de forma estruturada, a análise deixa de depender apenas de percepção subjetiva e passa a se apoiar em evidências operacionais.
As soluções e projetos da Easy Automação incluem monitoração de indicadores em tempo real e apoio à tomada de decisão baseada em dados concretos, dentro de uma abordagem que considera mapeamento de processos, integração entre automação e instrumentação e identificação de oportunidades de melhoria.
Indicadores devem orientar decisões, não apenas visualização
A função de um KPI não é apenas preencher uma tela supervisória ou um painel gerencial.
Um indicador bem definido precisa indicar uma ação possível.
Se a disponibilidade cai, a equipe deve conseguir investigar quais equipamentos, turnos, causas ou modos de falha mais contribuíram para a perda.
Se a qualidade varia, deve ser possível relacionar o desvio a parâmetros de processo, matérias-primas, ajustes operacionais ou condições de controle.
Se a performance reduz, a análise deve apontar se o problema está em velocidade, alimentação, bloqueios, microparadas ou gargalos posteriores. Essa lógica transforma monitoramento em melhoria contínua.
O ciclo pode seguir uma sequência simples:
- Coletar dados confiáveis do processo.
- Comparar o desempenho real com o padrão esperado.
- Identificar tendências, desvios e perdas recorrentes.
- Priorizar as causas com maior impacto operacional.
- Implementar ações corretivas ou melhorias de processo.
- Acompanhar se a mudança estabilizou o indicador.
- Padronizar a nova condição quando houver ganho operacional consistente.
Esse ciclo evita que a indústria trate sintomas isolados como se fossem causas raiz. Também reduz o risco de investir em automação, manutenção ou alterações de processo sem evidência suficiente sobre o problema principal.
Como interpretar tendências e desvios?
A leitura de indicadores deve ir além do valor médio.
Médias podem esconder variações críticas, especialmente em processos com ciclos, bateladas, trocas de produto ou variações por turno. Por isso, é importante observar tendência, dispersão, recorrência e correlação entre variáveis.
Algumas análises úteis incluem:
- Comparar o desempenho entre períodos equivalentes, evitando conclusões baseadas em janelas pouco representativas;
- Separar perdas planejadas de perdas não planejadas, para não distorcer a leitura de disponibilidade;
- Avaliar eventos por causa, equipamento, área, turno ou produto, quando essa segmentação fizer sentido;
- Relacionar indicadores de qualidade com parâmetros de processo, como temperatura, pressão, vazão ou tempo de ciclo;
- Verificar se alarmes recorrentes indicam instabilidade real ou excesso de alarmes pouco acionáveis;
- Acompanhar se uma ação implementada reduziu a recorrência do problema ou apenas deslocou a perda para outro ponto da operação.
Essa análise contextual é o que diferencia um painel informativo de uma ferramenta de gestão operacional.
Checklist para definir bons indicadores industriais
Antes de implantar ou revisar KPIs industriais, vale aplicar um checklist técnico:
- O indicador está ligado a um objetivo operacional claro;
- A métrica mede uma perda relevante para produtividade, qualidade, custo, disponibilidade ou consumo de recursos;
- A fonte de dados é confiável, rastreável e consistente;
- A coleta é automática, manual ou híbrida? Há risco de atraso ou erro de apontamento;
- A frequência de atualização é compatível com a velocidade do processo;
- A equipe sabe o que fazer quando o indicador sai da faixa esperada;
- O indicador permite análise por linha, equipamento, turno, produto, lote ou etapa do processo;
- Há integração entre dados de automação, instrumentação, produção e manutenção;
- O KPI diferencia causa, efeito e sintoma;
- Existe rotina de revisão para evitar indicadores obsoletos ou pouco acionáveis;
- O dashboard mostra prioridades ou apenas acumula gráficos;
- As ações tomadas a partir do indicador são acompanhadas até a estabilização do processo.
Quando essas perguntas são respondidas com clareza, os indicadores deixam de ser apenas métricas de acompanhamento e passam a funcionar como instrumentos de controle, aprendizado e melhoria contínua.
Medir eficiência operacional com dados em tempo real, portanto, não significa monitorar tudo indiscriminadamente.
Significa selecionar os indicadores certos, assegurar confiabilidade na coleta, integrar sistemas, interpretar tendências e transformar desvios em ações priorizadas.
É essa combinação entre dados industriais, engenharia de processos e disciplina operacional que sustenta decisões mais consistentes em ambientes industriais complexos.
Automação industrial, IIoT e integração de sistemas como alavancas de eficiência
A automação industrial contribui para a Eficiência operacional industrial quando deixa de ser apenas uma camada de comando e passa a sustentar uma operação mais controlada, mensurável e integrada.
Na prática, isso significa conectar equipamentos, sensores, instrumentação, sistemas de supervisão e rotinas de controle de processos para reduzir variabilidade, ampliar a visibilidade operacional e apoiar decisões mais consistentes.
A tecnologia, porém, não resolve sozinha problemas de produtividade, qualidade ou disponibilidade.
O ganho real aparece quando automação, IIoT e integração de sistemas são aplicadas sobre processos bem compreendidos, com dados confiáveis, parâmetros definidos e objetivos operacionais claros.
Automação e IIoT ajudam a melhorar a eficiência industrial ao coletar dados do processo em tempo real, integrar equipamentos e sistemas, permitir supervisão mais precisa, apoiar monitoramento remoto e transformar informações operacionais em ações de melhoria contínua.
No contexto da Indústria 4.0, a IIoT amplia a capacidade de coleta e circulação de dados industriais.
Sensores e instrumentos podem registrar variáveis relevantes do processo, enquanto a conectividade industrial permite que essas informações sejam disponibilizadas para sistemas de supervisão, análise operacional, manutenção e gestão.
O ponto essencial é que dado isolado não gera eficiência; ele precisa chegar às pessoas certas, no momento certo e com contexto suficiente para orientar decisões.
Entre as contribuições mais importantes da automação, da instrumentação e da IIoT estão:
- Coleta estruturada de dados: variáveis de processo, estados de equipamentos e condições operacionais passam a ser acompanhados com maior consistência;
- Visibilidade operacional: equipes de produção, manutenção e gestão conseguem observar tendências, desvios e comportamentos do processo com mais clareza;
- Controle de processos: parâmetros operacionais podem ser monitorados e ajustados conforme critérios técnicos definidos para cada realidade produtiva;
- Integração entre equipamentos e sistemas: a comunicação entre automação, instrumentação e sistemas industriais reduz ilhas de informação e melhora a leitura do processo como um todo;
- Monitoramento remoto: quando aplicável ao projeto, o acompanhamento à distância pode apoiar diagnósticos, suporte técnico e análise de desempenho;
- Base para melhoria contínua: os dados coletados ajudam a priorizar ações, validar mudanças e acompanhar se a operação permanece dentro dos padrões definidos.
Um erro comum é tratar IIoT como sinônimo de painel visual ou dashboard.
Dashboards podem ser úteis, mas a eficiência não vem apenas da visualização. Ela depende da capacidade de transformar indicadores em decisões: ajustar parâmetros, revisar procedimentos, planejar manutenção, corrigir causas de instabilidade e padronizar boas práticas. Por isso, a integração de sistemas é uma etapa crítica.
Quando sensores, instrumentos, controladores, sistemas supervisórios e demais plataformas operacionais não conversam entre si, a indústria tende a conviver com dados fragmentados. Essa fragmentação dificulta a análise de causa, atrasa respostas a desvios e reduz a confiança nas informações usadas para decidir.
Em projetos de melhoria, a pergunta central não deve ser apenas quais tecnologias instalar, mas quais decisões precisam ser melhoradas.
A partir disso, a automação industrial passa a ter um papel mais estratégico: assegurar que o processo seja medido, controlado e acompanhado de forma coerente com os objetivos de produtividade, qualidade, segurança operacional, disponibilidade de equipamentos e consumo de recursos.
A Easy Automação atua com integração entre sistemas de automação e instrumentação e também com adoção de IIoT em projetos de melhoria contínua.
Dentro de uma abordagem de engenharia de processos, essas tecnologias podem apoiar o mapeamento operacional, a monitoração de indicadores em tempo real, a padronização e a análise dos resultados obtidos após a implementação.
Em resumo, automação, IIoT e integração de sistemas são alavancas de eficiência quando conectam o chão de fábrica ao processo decisório.
A tecnologia coleta e organiza sinais da operação; a engenharia interpreta esses sinais; e a melhoria contínua transforma as informações em processos mais estáveis, controláveis e produtivos.
Engenharia de processos: do diagnóstico ao projeto industrial
A engenharia de processos é o elo entre a análise da operação atual e a criação de uma solução industrial realmente implementável.
Em vez de partir diretamente para a compra de equipamentos, alteração de linhas ou implantação de automação, um projeto bem estruturado começa entendendo como o processo funciona, onde há perdas, quais requisitos precisam ser atendidos e quais mudanças são técnica e economicamente viáveis. Esse cuidado reduz improvisos porque transforma percepções operacionais em requisitos de engenharia.
Na prática, significa sair de decisões baseadas apenas em sintomas, como paradas frequentes, variação de qualidade ou baixa produtividade, e avançar para uma leitura mais precisa das causas, das interdependências entre etapas produtivas e dos impactos esperados de cada intervenção.
No contexto de melhoria de processos, a sequência lógica costuma envolver diagnóstico operacional, estudo de viabilidade, desenvolvimento do projeto conceitual, projeto básico, projeto detalhado, documentação técnica e acompanhamento da implementação.
Cada etapa aumenta o nível de clareza sobre o que será alterado, por que será alterado e como a operação deverá funcionar após a mudança.
Mini fluxo: do diagnóstico ao acompanhamento da produção
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Diagnóstico operacional
- Mapeia o processo atual, os fluxos produtivos, os pontos de controle, as interfaces entre automação, instrumentação e operação, além de gargalos e oportunidades de melhoria;
- Nesta fase, o objetivo não é apenas registrar problemas, mas compreender sua origem: variabilidade de processo, ausência de padronização, baixa visibilidade de dados, limitações físicas, falhas de integração ou restrições operacionais.
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Análise de viabilidade técnica e econômica
- Avalia se as melhorias propostas fazem sentido para a realidade da planta, considerando requisitos operacionais, recursos disponíveis, limitações do processo, nível de complexidade da intervenção e aderência aos objetivos industriais;
- A viabilidade ajuda a priorizar soluções que sejam executáveis, evitando projetos tecnicamente interessantes, mas desconectados das condições reais de operação.
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Projeto conceitual
- Define a lógica geral da solução: o que precisa ser modificado, quais etapas do processo serão impactadas, quais funções deverão ser contempladas e quais premissas orientarão o desenvolvimento;
- É uma fase essencial para alinhar produção, manutenção, engenharia, qualidade e gestão antes de avançar para detalhamentos mais específicos.
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Projeto básico
- Traduz o conceito em uma estrutura mais objetiva, com definição de requisitos técnicos, fluxos principais, interfaces entre sistemas, necessidades de instrumentação, critérios de controle e informações fundamentais para tomada de decisão;
- Nessa etapa, fluxogramas de processos industriais ajudam a visualizar a operação proposta e a identificar inconsistências antes da implementação.
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Projeto detalhado
- Especifica a solução com maior nível de precisão, orientando fabricação, montagem, integração, instalação e manutenção;
- Em ambientes sanitários, como laticínios e alimentos e bebidas, projetos de manifolds sanitários podem contribuir para organizar transferências, rotas de processo e condições operacionais com maior clareza técnica.
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Implementação controlada
- A execução deve seguir a documentação técnica e os requisitos definidos nas etapas anteriores, reduzindo adaptações improvisadas em campo;
- Quando engenharia, automação e instrumentação estão integradas, a implantação tende a ser mais consistente, pois o projeto considera tanto o processo físico quanto a forma de monitorar, controlar e operar esse processo.
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Acompanhamento da produção
- Após a implementação, o acompanhamento permite verificar se a solução está aderente à rotina operacional, se os parâmetros definidos fazem sentido na prática e se novos ajustes são necessários;
- Essa etapa conecta engenharia de processos à melhoria contínua, pois transforma a operação real em fonte de aprendizado para novas otimizações.
A principal vantagem dessa abordagem é a rastreabilidade técnica das decisões.
Um projeto industrial deixa de ser um conjunto de ações isoladas e passa a seguir uma linha de raciocínio: entender o cenário atual, desenhar a condição desejada, validar a viabilidade, documentar a solução e acompanhar sua aplicação no chão de fábrica. Também é nessa estrutura que a automação industrial ganha mais valor.
A tecnologia, sozinha, não corrige um processo mal compreendido.
Sensores, sistemas de supervisão, instrumentação e dados industriais precisam estar conectados a uma arquitetura de processo coerente, com parâmetros definidos, pontos de medição relevantes e lógica operacional alinhada aos objetivos de produtividade, qualidade, disponibilidade e controle.
A Easy Automação atua nesse ciclo de forma abrangente, desde estudos de viabilidade técnica e econômica até projetos conceituais, básicos e detalhados.
Dentro das suas soluções e projetos, também desenvolve fluxogramas de processos industriais e projetos de manifolds sanitários, conectando engenharia de processos, melhoria de processos, automação e instrumentação para apoiar decisões mais consistentes. Esse tipo de condução é especialmente importante em plantas industriais que não podem depender de tentativas e ajustes informais para manter desempenho.
Quanto maior a complexidade da operação, maior a necessidade de documentação técnica, padronização e acompanhamento. Assim, a engenharia de processos funciona como base para que a melhoria operacional seja planejada, validada e implementada com controle, em vez de depender de intervenções pontuais sem continuidade.
Padronização operacional e melhoria contínua na indústria
A padronização operacional é o que transforma uma melhoria técnica em rotina confiável.
Em uma indústria, não basta instalar sistemas, automatizar etapas ou otimizar um processo uma única vez: a eficiência sustentável depende de procedimentos repetíveis, parâmetros claros, controle operacional e capacidade de verificar se o processo continua operando dentro do padrão esperado.
Na prática, uma melhoria pontual corrige um problema específico.
Já a melhoria sustentada cria condições para que o ganho não se perca com troca de turno, variação de operador, mudança de matéria-prima, ajuste manual indevido, falha de comunicação ou ausência de acompanhamento. Por isso, padronização de processos e melhoria contínua devem caminhar juntas.
O papel da padronização depois da automação ou otimização?
Automação industrial e otimização de processos aumentam o nível de controle, mas a estabilidade do processo depende de governança operacional.
Depois que um processo é ajustado, é necessário definir como ele será operado, medido, auditado e melhorado ao longo do tempo. Isso envolve práticas como:
- documentação de rotinas operacionais e procedimentos de partida, parada, limpeza, troca de produto, ajuste e inspeção;
- definição de parâmetros de processo, limites aceitáveis, pontos críticos e critérios de intervenção;
- redução de variabilidade entre turnos, linhas, operadores e condições de produção;
- padronização da coleta e interpretação de dados operacionais;
- treinamento operacional como prática contínua do setor, para alinhar execução, segurança, qualidade e resposta a desvios;
- auditoria interna de processos, verificando se o procedimento documentado corresponde à prática real;
- ciclos de melhoria contínua, nos quais desvios, perdas, retrabalho e desperdícios alimentam novas ações de correção e prevenção.
Esse ponto é essencial: a eficiência operacional não depende apenas de tecnologia. Ela exige disciplina de processo, dados confiáveis, responsabilidades bem definidas e acompanhamento sistemático dos resultados.
Operação não padronizada vs. operação padronizada
| Aspecto | Operação não padronizada | Operação padronizada |
|---|---|---|
| Rotinas operacionais | Dependem de conhecimento informal e experiência individual | São documentadas, comunicadas e revisadas periodicamente |
| Controle de processo | Ajustes podem variar entre turnos ou operadores | Parâmetros e limites operacionais são definidos e acompanhados |
| Qualidade | Maior risco de variação, retrabalho e inconsistência | Maior previsibilidade e estabilidade de processo |
| Desperdícios | Perdas podem ser tratadas como eventos isolados | Perdas são registradas, analisadas e tratadas em ciclos de melhoria |
| Tomada de decisão | Baseada em percepção, urgência ou histórico incompleto | Baseada em dados, indicadores e análise de desvios |
| Auditoria interna | Dificuldade para verificar aderência ao processo | Processo mais rastreável, controlável e auditável |
| Melhoria contínua | Ações corretivas tendem a ser reativas | Ações são priorizadas com base em causas, impacto e recorrência |
Como a melhoria contínua mantém a eficiência ao longo do tempo?
A melhoria contínua funciona como um mecanismo de aprendizado operacional.
Cada parada, desvio de qualidade, consumo excessivo, perda de rendimento ou variação de processo deve ser analisado dentro de um contexto: qual parâmetro mudou, qual etapa foi afetada, qual equipamento esteve envolvido, qual decisão foi tomada e se o procedimento existente foi suficiente.
Com esse ciclo, a indústria evita tratar sintomas como se fossem causas.
Em vez de apenas corrigir uma falha momentânea, a operação passa a revisar padrões, ajustar parâmetros, melhorar instruções de trabalho, reforçar treinamentos e aprimorar indicadores.
O objetivo é criar processos mais estáveis, com menor variabilidade e maior capacidade de controle.
Nas Soluções e Projetos da Easy Automação, esse princípio se conecta à padronização operacional, à otimização de recursos e ao acompanhamento dos resultados obtidos.
A empresa atua com análise e melhoria de processos produtivos, apoiando a identificação de oportunidades de melhoria e a criação de bases mais consistentes para controle operacional. Esse tipo de abordagem é especialmente relevante em ambientes industriais nos quais produtividade, qualidade, disponibilidade de equipamentos, consumo de energia e redução de desperdícios precisam ser acompanhados de forma integrada.
Em resumo, padronizar não significa engessar a operação.
Significa criar uma base confiável para que a indústria consiga controlar melhor seus processos, aprender com os dados, reduzir variações desnecessárias e sustentar a melhoria contínua de forma estruturada.
Aplicações por segmento: laticínios, alimentos e bebidas, farmacêutico e manufatura
A aplicação da eficiência operacional na indústria muda conforme o segmento, porque cada planta tem restrições produtivas, sanitárias, regulatórias, tecnológicas e energéticas próprias.
Em uma linha de laticínios, por exemplo, o foco tende a envolver controle de processo em ambiente sanitário, estabilidade de qualidade e integração entre automação e instrumentação.
Já em manufatura, a prioridade pode estar na disponibilidade dos equipamentos, na redução de variabilidade, na sequência produtiva e na visibilidade dos dados de chão de fábrica. Por isso, projetos de melhoria não devem ser tratados como pacotes padronizados replicados da mesma forma em qualquer operação.
A lógica mais segura é começar pelo diagnóstico do processo real, entender gargalos, variáveis críticas, requisitos de qualidade, consumo de energia, capacidade instalada, rotina de manutenção e nível de integração dos dados industriais.
Só depois disso faz sentido definir indicadores, arquitetura de automação, pontos de instrumentação, fluxogramas, padrões operacionais e ações de melhoria contínua.
A Easy Automação atua com soluções e projetos para diferentes segmentos, incluindo laticínios, alimentos e bebidas, farmacêutico, tecnologia da informação, manutenção industrial, concreteiras, mineração e manufatura.
Essa abrangência é relevante porque a eficiência operacional depende da leitura correta do contexto produtivo de cada cliente, desde o mapeamento dos processos até a implementação, instalação, manutenção e acompanhamento dos resultados obtidos.
Exemplos educacionais de prioridades por segmento:
| Segmento | Prioridades comuns de eficiência operacional | Pontos de atenção no projeto |
|---|---|---|
| Laticínios | Controle de processo, padronização sanitária, estabilidade de qualidade, rastreabilidade como prática geral do setor e otimização de recursos | Integração entre automação, instrumentação, fluxogramas de processo e, quando aplicável, projetos de manifolds sanitários |
| Alimentos e bebidas | Regularidade produtiva, controle de parâmetros, redução de desperdícios, disponibilidade de equipamentos e consumo de energia | Monitoramento de indicadores em tempo real, padronização operacional e resposta rápida a desvios |
| Farmacêutico | Controle operacional, repetibilidade, documentação de processos, rastreabilidade e qualidade | Necessidade de processos mais controláveis, auditáveis e integrados a dados confiáveis |
| Manufatura | Estabilidade da produção, balanceamento de etapas, redução de paradas não planejadas e melhor uso de ativos | Integração de sistemas, leitura de tendências, manutenção mais orientada por dados e indicadores adequados ao processo |
| Concreteiras | Controle de dosagem, repetibilidade operacional, disponibilidade de equipamentos e gestão de recursos | Automação de etapas críticas, instrumentação adequada e acompanhamento de variáveis que influenciam a qualidade |
| Mineração | Robustez operacional, disponibilidade de ativos, consumo de energia, segurança operacional como conceito amplo do setor e continuidade produtiva | Monitoramento de equipamentos, integração de dados industriais e priorização de manutenção conforme criticidade |
| Açúcar e álcool | Controle de processo, eficiência energética, disponibilidade industrial e estabilidade operacional | Integração entre processo, automação, instrumentação e indicadores para apoiar decisões ao longo da produção |
Em ambientes sanitários, como laticínios, alimentos e bebidas e farmacêutico, a eficiência não pode ser analisada apenas pela velocidade de produção.
É necessário considerar controle de temperatura, pressão, vazão, sequência de operação, limpeza, rastreabilidade e consistência dos parâmetros críticos.
A automação e a instrumentação ajudam a reduzir dependência de ajustes manuais, mas o ganho sustentável vem quando os dados coletados são usados para padronizar rotinas, identificar desvios e orientar decisões de produção, manutenção e qualidade.
Em setores de processo contínuo ou de alta demanda operacional, como mineração, açúcar e álcool e algumas linhas de manufatura, a disponibilidade dos equipamentos se torna um ponto central.
Paradas não planejadas, falhas de comunicação entre sistemas, ausência de dados confiáveis e manutenção predominantemente reativa podem comprometer o desempenho global da planta.
Nesses casos, indicadores em tempo real, integração de sistemas e monitoramento contínuo ajudam a transformar eventos operacionais em informações úteis para priorização de ações. Também é importante observar que o consumo de energia não deve ser tratado como uma métrica isolada.
Em muitas operações, energia, produtividade, qualidade e disponibilidade estão conectadas.
Uma alteração de parâmetro pode reduzir desperdício, mas afetar estabilidade do produto.
Uma mudança de velocidade pode elevar produção, mas aumentar desgaste. Por isso, a melhoria precisa ser analisada com visão de engenharia de processos, considerando impacto operacional, viabilidade técnica e coerência com os objetivos da planta.
A principal lição para gestores, engenheiros, equipes de manutenção, produção e melhoria contínua é que cada segmento exige uma combinação própria de diagnóstico, automação industrial, IIoT, instrumentação, padronização e acompanhamento.
A tecnologia cria visibilidade e controle, mas a eficiência operacional se consolida quando os dados fazem parte da rotina de decisão e quando os processos são desenhados para serem repetíveis, monitoráveis e ajustáveis conforme a realidade da operação.
Como escolher um parceiro para projetos de eficiência operacional?
Escolher um parceiro para projetos de eficiência operacional exige mais do que avaliar tecnologia, equipamentos ou capacidade de instalação.
Em operações industriais, a decisão deve considerar se o fornecedor consegue entender o processo real da planta, diagnosticar gargalos, integrar engenharia e automação, apoiar a implementação e acompanhar os indicadores depois que a solução entra em operação.
Para projetos de Eficiência operacional industrial, um bom parceiro deve atuar como elo entre diagnóstico, engenharia de processos, automação industrial, instrumentação, dados e rotina produtiva. Isso reduz o risco de iniciativas desconectadas da operação, como dashboards que não orientam decisões, automações que não atacam a causa do problema ou melhorias que funcionam apenas de forma pontual.
Critérios práticos para avaliar um parceiro de automação e melhoria operacional
- Experiência técnica no ambiente industrial: verifique se o fornecedor compreende processos produtivos, manutenção industrial, qualidade, disponibilidade de equipamentos, perdas de processo e integração com sistemas de automação e instrumentação;
- Capacidade de diagnóstico: antes de propor uma solução, o parceiro deve mapear o processo, identificar gargalos, entender variabilidades, avaliar dados disponíveis e relacionar problemas operacionais às suas possíveis causas;
- Integração entre engenharia e automação: projetos consistentes conectam estudo de viabilidade, desenho de processo, especificação técnica, automação, instrumentação, instalação, manutenção e acompanhamento da produção;
- Personalização da solução: eficiência operacional não deve ser tratada como pacote único. Uma indústria de laticínios, uma planta de alimentos e bebidas, uma operação farmacêutica, uma concreteira ou uma manufatura podem exigir prioridades diferentes;
- Atendimento presencial e remoto: dependendo da etapa do projeto, pode ser necessário atuar em campo, acompanhar partidas, analisar dados remotamente ou apoiar ajustes operacionais à distância;
- Acompanhamento pós-implementação: a entrega não termina na instalação. É importante avaliar se o parceiro acompanha indicadores, analisa desvios e contribui para ajustes de melhoria contínua;
- Alinhamento com indicadores: o projeto deve estar conectado a KPIs industriais relevantes, como disponibilidade, performance, qualidade, perdas, consumo de energia, paradas não planejadas e estabilidade operacional.
Perguntas que ajudam a reduzir riscos na contratação
Antes de iniciar um projeto, gestores, engenheiros, equipes de manutenção, produção e melhoria contínua podem usar algumas perguntas para avaliar a aderência do fornecedor à realidade da planta:
- O parceiro começa pelo diagnóstico do processo ou já propõe uma solução pronta?
- A análise considera processo, pessoas, tecnologia, dados, manutenção e gestão?
- Há capacidade de integrar automação industrial, instrumentação e indicadores operacionais?
- Os dados coletados serão usados para apoiar decisões ou apenas para visualização em painéis?
- A solução considera manutenção, operação e qualidade desde a fase de projeto?
- O fornecedor consegue apoiar instalação, manutenção e acompanhamento após a implementação?
- O projeto será adaptado ao segmento industrial e às restrições da planta?
- Há clareza sobre escopo técnico, responsabilidades e etapas de implementação?
- A solução permite evolução futura, como monitoramento em tempo real, IIoT ou integração com outros sistemas?
- As expectativas foram discutidas sem promessas genéricas, percentuais não comprovados ou garantias sem base técnica?
O papel da Easy Automação nesse tipo de projeto?
A Easy Automação atua no mercado de automação industrial desde 2011 e reúne experiência prática aplicada a segmentos como alimentos e bebidas, laticínios, farmacêutico, tecnologia da informação, manutenção industrial, concreteiras, mineração e manufatura.
Sua atuação em soluções e projetos envolve diagnóstico, mapeamento e análise de processos produtivos, identificação de oportunidades de melhoria, integração entre sistemas de automação e instrumentação, monitoração de indicadores em tempo real e apoio à tomada de decisão baseada em dados.
Nos projetos de engenharia de processos e melhoria operacional, a empresa pode atuar desde estudos de viabilidade técnica e econômica até projetos conceituais, básicos e detalhados, incluindo fluxogramas de processos industriais e projetos de manifolds sanitários.
Também oferece instalação e manutenção dos projetos desenvolvidos, com modelo de atendimento presencial e remoto, além de acompanhamento desde o diagnóstico até a implementação e análise dos resultados obtidos.
As parcerias estratégicas informadas com marcas reconhecidas como Coca-Cola, Lactalis Brasil e Pepsico reforçam a experiência da Easy Automação em ambientes industriais exigentes. Essa informação deve ser entendida como sinal de credibilidade e relacionamento no setor, sem substituir uma avaliação técnica do escopo, das necessidades da planta e dos objetivos específicos de cada projeto.
Como iniciar uma conversa consultiva?
O melhor ponto de partida é reunir informações sobre o processo atual: principais perdas, paradas recorrentes, indicadores disponíveis, sistemas existentes, limitações de instrumentação, prioridades de produção, requisitos de qualidade e objetivos de melhoria.
Com esses dados, o parceiro consegue avaliar se a necessidade está mais ligada a engenharia de processos, automação, IIoT, padronização operacional, manutenção, integração de sistemas ou uma combinação desses elementos.
Para informações comerciais, escopo detalhado, condições de atendimento e definição técnica do projeto, o recomendado é consultar diretamente a empresa.
Em projetos de eficiência operacional, a qualidade da decisão depende de uma análise específica da planta, e não de respostas genéricas.
FAQ sobre escolha de parceiro para eficiência operacional
O que é eficiência operacional industrial?
É a capacidade de produzir com melhor uso de recursos, menor desperdício, maior estabilidade, qualidade consistente, custos controlados e maior previsibilidade operacional. Ela depende de processos bem diagnosticados, dados confiáveis, padronização, automação adequada e melhoria contínua.
Quais indicadores acompanhar em um projeto de eficiência operacional?
Os indicadores variam conforme o processo, mas geralmente incluem disponibilidade de equipamentos, performance, qualidade, perdas, retrabalho, paradas não planejadas, consumo de energia, tempo de ciclo, produtividade e estabilidade do processo.
O mais importante é que cada KPI ajude a orientar decisões operacionais.
Quando investir em automação industrial?
A automação tende a fazer sentido quando há necessidade de maior controle de processo, redução de variabilidade, melhor coleta de dados, integração entre equipamentos, aumento de visibilidade operacional ou suporte à tomada de decisão.
Antes do investimento, é recomendável realizar um diagnóstico técnico para confirmar prioridades.
Como a IIoT ajuda na eficiência operacional?
A IIoT contribui ao conectar sensores, equipamentos e sistemas para gerar dados em tempo real.
Seu valor aparece quando esses dados são integrados à operação, à manutenção, à análise de desvios, à padronização e aos ciclos de melhoria contínua.
Como iniciar um diagnóstico de eficiência operacional?
O diagnóstico começa pelo mapeamento do processo produtivo, levantamento de gargalos, análise de indicadores, identificação de perdas, avaliação da automação e instrumentação existentes e entendimento das metas operacionais.
A partir disso, é possível priorizar ações com maior aderência à realidade da planta.
Para avaliar como Eficiência operacional industrial pode contribuir para a operação, solicite uma análise técnica baseada nas condições reais do processo e defina os próximos passos com segurança.
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