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Modernização de sistemas de automação para guia para atualizar processos industriais com segurança e eficiência
A Modernização de sistemas de automação é o processo técnico de revisar, atualizar e integrar a base de controle de uma planta industrial para que máquinas, sensores, controladores, interfaces e sistemas supervisórios operem com mais confiabilidade, visibilidade e capacidade de decisão.
Na prática, isso pode envolver CLP ou PLC, IHM, SCADA, redes industriais, coleta de dados operacionais, alarmes, rastreabilidade, comunicação entre equipamentos, comissionamento e startup.
Modernizar não significa apenas trocar um equipamento antigo por um novo.
Em muitos casos, a troca física é apenas uma parte do projeto.
O ponto central é avaliar se a arquitetura de automação ainda atende às necessidades do processo produtivo: o controle automático responde bem? A operação enxerga o que precisa na IHM? O SCADA permite monitoramento em tempo real? As redes industriais comunicam dados críticos com estabilidade? Os alarmes ajudam a agir ou apenas geram ruído?
A rastreabilidade é suficiente para análise de produção, qualidade e manutenção?
Em uma visão industrial mais completa, a modernização atua em camadas:
- Camada de controle: envolve CLPs ou PLCs responsáveis por executar lógicas de processo, intertravamentos, sequências automáticas e comandos de equipamentos;
- Camada de operação: envolve IHMs, telas de operação e recursos que permitem ao operador visualizar estados, ajustar parâmetros e responder a alarmes;
- Camada de supervisão: envolve sistemas SCADA, históricos, painéis de monitoramento, alarmes, tendências e dados de produção;
- Camada de comunicação: envolve redes industriais, protocolos, gateways e integração entre máquinas, sensores, inversores, instrumentos e sistemas superiores;
- Camada de confiabilidade operacional: envolve documentação, testes, comissionamento, startup, manutenção e suporte técnico para reduzir riscos durante e após a implantação.
A diferença entre manter, atualizar, integrar e substituir sistemas é importante para evitar decisões caras ou incompletas.
- Manter é preservar o sistema atual em funcionamento, realizando ajustes, correções e manutenção quando necessário. É adequado quando a arquitetura ainda atende ao processo e não limita operação, manutenção ou dados;
- Atualizar é renovar partes específicas, como uma IHM defasada, uma lógica de CLP que precisa de melhoria ou um supervisório que exige revisão de telas e alarmes;
- Integrar é conectar sistemas que antes operavam isolados, permitindo que máquinas, sensores, CLPs, SCADA e dados operacionais conversem melhor entre si;
- Substituir é trocar componentes ou plataformas quando há obsolescência, limitação técnica, dificuldade de suporte ou incompatibilidade com as necessidades atuais da planta;
- Retrofit é uma modernização aplicada a equipamentos ou sistemas existentes, buscando preservar parte da estrutura instalada enquanto atualiza controle, acionamentos, comunicação ou supervisão;
- Evoluir para monitoramento em tempo real é ampliar a capacidade de observar o processo enquanto ele acontece, com dados operacionais, alarmes, tendências e indicadores de operação disponíveis para decisões mais rápidas e consistentes.
Uma planta pode precisar considerar modernização quando começa a apresentar sinais como:
- Dependência excessiva de operação manual em etapas que poderiam ser controladas automaticamente;
- CLPs ou PLCs com limitações de comunicação, memória, expansão ou suporte técnico;
- IHMs antigas, pouco intuitivas ou sem informações suficientes para a tomada de decisão do operador;
- SCADA defasado, com baixa visibilidade de processo, telas pouco padronizadas ou ausência de históricos úteis;
- Redes industriais instáveis, com falhas de comunicação entre equipamentos, sensores e sistemas;
- Alarmes em excesso, alarmes pouco claros ou falta de priorização para eventos críticos;
- Dificuldade para coletar dados operacionais confiáveis;
- Baixa rastreabilidade de produção, paradas, lotes, eventos ou intervenções;
- Manutenção dependente de conhecimento informal, sem documentação técnica adequada;
- Dificuldade de integrar máquinas novas a uma arquitetura antiga;
- Paradas não planejadas associadas a falhas de automação, comunicação ou operação;
- Necessidade de padronizar processos em linhas, células ou áreas produtivas.
O impacto estratégico está no fato de que automação industrial não é apenas comando elétrico ou programação de CLP. Ela é uma infraestrutura de decisão para a fábrica.
Quando a arquitetura é limitada, a operação tende a depender mais de intervenção manual, a manutenção tem menos dados para diagnóstico e a gestão industrial perde visibilidade sobre causas de falhas, variações de processo e oportunidades de melhoria. Por isso, uma modernização bem planejada começa com diagnóstico técnico.
Antes de definir troca de equipamentos, é necessário entender o processo, mapear ativos, avaliar comunicação, revisar lógicas, verificar telas de operação, analisar alarmes, identificar pontos de coleta de dados e compreender como produção, manutenção, engenharia e TI industrial utilizam as informações geradas pela planta.
A experiência prática da Easy Automação se conecta a esse tipo de decisão porque sua origem está em vivência real em uma grande indústria de laticínios no interior de Minas Gerais, com atuação em projetos de expansão, melhorias de processos e implantação de soluções industriais.
Esse histórico favorece uma abordagem voltada não apenas ao equipamento, mas ao funcionamento do processo produtivo como um todo, do projeto ao comissionamento, startup e acompanhamento da produção.
Em resumo, modernizar sistemas de automação é revisar a capacidade da planta de controlar, comunicar, supervisionar, registrar e responder aos eventos do processo.
A decisão pode ser pontual, como atualizar uma IHM, ou mais ampla, como integrar CLPs, SCADA e redes industriais para criar uma operação mais visível, padronizada e confiável.
O melhor caminho depende do diagnóstico técnico, da criticidade da produção e dos objetivos operacionais de cada indústria.
Quando uma planta industrial deve considerar a modernização?
A atualização da automação deve entrar no radar quando a planta começa a operar com limitações que afetam manutenção industrial, confiabilidade, disponibilidade, rastreabilidade ou tomada de decisão.
Nem sempre o problema aparece como uma falha crítica imediata; muitas vezes ele surge como pequenas perdas recorrentes: operadores compensando limitações do sistema manualmente, supervisórios com pouca visibilidade, alarmes pouco claros, dificuldade de suporte técnico e dados operacionais insuficientes para entender o que realmente acontece no processo.
Checklist educacional de sintomas operacionais
Uma planta industrial pode precisar avaliar a modernização quando apresenta um ou mais destes sinais:
- Equipamentos com comunicação limitada, dificultando a integração entre máquinas, sensores, CLPs, IHMs e sistemas supervisórios;
- Sistemas supervisórios defasados, com baixa capacidade de monitoramento em tempo real, histórico de eventos limitado ou telas pouco intuitivas para a operação;
- Dependência excessiva de operação manual, especialmente em ajustes repetitivos, registros de produção, partidas, paradas ou respostas a alarmes;
- Falta de dados operacionais confiáveis para análise de desempenho, investigação de falhas, manutenção preventiva ou decisões de engenharia;
- Alarmes em excesso, mal classificados ou sem contexto, o que pode dificultar a identificação da causa real de uma anomalia;
- Baixa rastreabilidade de produção, principalmente quando lotes, etapas, parâmetros de processo ou ocorrências não ficam registrados de forma consistente;
- Dificuldade de manutenção por obsolescência de componentes, ausência de documentação técnica atualizada ou dependência de conhecimento concentrado em poucas pessoas;
- Paradas não planejadas recorrentes associadas a falhas de comunicação, instabilidade de controle, sensores sem integração adequada ou sistemas sem diagnóstico claro;
- Baixa integração entre produção, manutenção, engenharia e TI industrial, criando ilhas de informação e retrabalho na análise de ocorrências;
- Limitações para expansão da planta, inclusão de novas linhas, novos instrumentos, novos pontos de controle ou novas necessidades de coleta de dados.
Esse checklist não substitui um diagnóstico técnico. Ele funciona como um ponto de partida para gestores de manutenção, engenharia, produção e TI industrial identificarem se a arquitetura atual ainda atende ao processo ou se passou a limitar a confiabilidade operacional.
Antes e depois em linguagem prática
Em um cenário limitado, a operação tende a depender mais da experiência individual dos operadores, de registros manuais, de intervenções corretivas e de análises feitas depois que o problema já ocorreu.
O sistema pode até manter a produção funcionando, mas com pouca visibilidade sobre causas, tendências e padrões de falha.
Em um cenário modernizado, a automação passa a apoiar melhor o controle automático, a coleta de dados operacionais, a geração de alarmes úteis, a rastreabilidade e a integração entre equipamentos. Isso não significa eliminar todos os riscos da planta, mas criar uma base técnica mais adequada para operar, manter e evoluir o processo com maior previsibilidade.
De forma genérica, a diferença costuma aparecer assim:
- Antes: máquinas funcionando de forma isolada, com pouca troca de informações;
- Depois: equipamentos integrados por uma arquitetura de automação mais coerente;
- Antes: alarmes numerosos, pouco priorizados ou difíceis de interpretar;
- Depois: alarmes tratados como ferramenta de diagnóstico e resposta operacional;
- Antes: dados de produção dispersos, incompletos ou registrados manualmente;
- Depois: dados operacionais mais acessíveis para manutenção, engenharia e produção;
- Antes: manutenção com dificuldade para localizar falhas e entender eventos;
- Depois: maior capacidade de análise técnica sobre ocorrências, tendências e disponibilidade;
- Antes: expansão ou alteração de processo exigindo adaptações improvisadas;
- Depois: arquitetura mais preparada para integração, testes e evolução futura.
Mapa de riscos que indicam necessidade de avaliação
Obsolescência: ocorre quando componentes, softwares, redes ou interfaces deixam de oferecer suporte adequado, dificultam reposição, limitam manutenção ou aumentam a dependência de soluções paliativas.
O risco não está apenas no equipamento antigo, mas na perda de capacidade de diagnóstico, integração e continuidade operacional.
Paradas não planejadas: quando a planta sofre interrupções frequentes sem causa rapidamente identificável, a automação pode estar contribuindo para o problema por falhas de comunicação, ausência de dados históricos, alarmes pouco estruturados ou controle instável.
A modernização pode ser avaliada como parte de uma estratégia de confiabilidade, sempre após análise técnica do processo.
Falhas operacionais: sistemas com telas confusas, comandos pouco padronizados, excesso de ajustes manuais ou baixa automação de rotinas repetitivas podem aumentar a chance de erros.
Nesses casos, revisar IHMs, lógicas de controle, permissivos, intertravamentos e alarmes pode ser tão importante quanto substituir componentes.
Baixa rastreabilidade: em setores como laticínios, alimentos e bebidas, farmacêutico e manufatura, a rastreabilidade pode ser essencial para acompanhar lotes, parâmetros, eventos, desvios e condições de processo. Quando os dados não são registrados de forma consistente, a tomada de decisão fica mais lenta e menos precisa.
Dificuldade de manutenção: quando a equipe precisa investigar falhas sem histórico confiável, documentação atualizada ou diagnóstico acessível, o tempo de análise tende a aumentar.
A modernização pode ajudar a organizar informações de campo, estados de máquina, alarmes e dados operacionais para apoiar a manutenção industrial.
Como fazer uma leitura técnica sem transformar sintomas em promessa?
Identificar sinais de modernização não significa concluir automaticamente que a solução é trocar todo o sistema.
Em muitos casos, o caminho pode envolver atualização pontual, integração de equipamentos existentes, melhoria de supervisório, revisão de alarmes, adequação de redes industriais, reorganização de dados ou planejamento gradual por etapas.
Uma avaliação responsável deve considerar perguntas como:
- O problema está no controle, na comunicação, na visualização, no registro de dados ou na manutenção;
- A falha é recorrente ou pontual;
- Há documentação técnica suficiente para entender a arquitetura atual;
- Os alarmes ajudam a operação ou apenas geram ruído;
- Os dados disponíveis permitem investigar causas ou apenas registrar consequências;
- A planta precisa integrar novas máquinas, sensores, linhas ou sistemas;
- Existem limitações de suporte, reposição ou expansão que já impactam a disponibilidade;
- A operação depende de conhecimento informal que não está refletido no sistema.
Esse tipo de análise evita decisões baseadas apenas em idade dos equipamentos ou em pressão por atualização tecnológica.
A modernização deve ser orientada por risco, criticidade, continuidade operacional, necessidades de produção e capacidade real de integração.
Papel do suporte especializado na decisão
Como projetos de automação envolvem CLPs, IHMs, supervisórios, redes industriais, comissionamento, startup e acompanhamento da produção, o diagnóstico precisa unir visão de engenharia, manutenção e operação.
A Easy Automação atua com suporte especializado desde o projeto até o acompanhamento contínuo da produção, o que é relevante justamente porque muitos sintomas só ficam claros quando se observa a planta em contexto: rotina operacional, histórico de falhas, necessidades de expansão, integração entre equipamentos e exigências de dados para decisão.
Para a indústria, o melhor momento de considerar a modernização é antes que a limitação vire uma parada crítica ou um gargalo permanente. Quando a planta começa a perder visibilidade, depender de intervenções manuais, operar com baixa rastreabilidade ou enfrentar dificuldade de suporte, vale iniciar uma avaliação técnica estruturada para decidir o que deve ser mantido, atualizado, integrado ou substituído.
Principais componentes envolvidos: CLPs, IHMs, SCADA e redes industriais
A arquitetura de automação industrial normalmente é formada por camadas que se conectam: sensores e atuadores no chão de fábrica, controladores que executam a lógica do processo, interfaces de operação, sistemas supervisórios e redes industriais que permitem a comunicação entre todos esses elementos.
Em um projeto de Modernização de sistemas de automação, entender o papel de cada camada ajuda a evitar a troca isolada de componentes sem resolver problemas de integração, coleta de dados, alarmes ou rastreabilidade.
CLP ou PLC: a camada de controle automático
O CLP, também chamado de PLC, é o controlador responsável por executar a lógica de controle automático de máquinas, linhas e processos. Ele recebe sinais de sensores, interpreta condições de processo e aciona motores, válvulas, inversores, dosadores, esteiras, bombas ou outros dispositivos industriais conforme a programação definida no projeto.
Em uma modernização, o CLP costuma ser avaliado por critérios como capacidade de comunicação, disponibilidade de suporte, organização da lógica, possibilidade de expansão, integração com redes industriais e confiabilidade para operar em regime contínuo.
Quando essa camada está limitada, a planta pode ter dificuldade para padronizar operações, registrar eventos, comunicar dados ao supervisório ou implementar melhorias de processo.
A contribuição do CLP para a modernização está na base do controle: quanto mais estruturada for a lógica de automação, mais fácil se torna integrar equipamentos, reduzir dependência de intervenção manual, melhorar a resposta a falhas e fornecer dados consistentes para outras camadas do sistema.
IHM: a camada de operação e visualização local
A IHM, ou Interface Homem-Máquina, é o ponto de contato entre o operador e o processo automatizado. Ela permite visualizar estados de máquinas, ajustar parâmetros autorizados, acompanhar mensagens, reconhecer alarmes e executar comandos operacionais de forma organizada.
Em sistemas defasados, a operação pode depender de botões físicos dispersos, sinalizações limitadas ou telas pouco intuitivas.
Em uma arquitetura modernizada, a IHM tende a apoiar uma operação mais padronizada, com telas organizadas por área, mensagens mais claras, indicação de falhas e melhor acesso a informações críticas do processo.
A IHM não substitui o CLP nem o SCADA.
Seu papel é facilitar a interação local com a máquina ou área produtiva, enquanto o controlador executa a lógica e o supervisório amplia a visão de monitoramento. Quando bem projetada, essa camada melhora a visualização de processo e reduz ambiguidades operacionais.
SCADA: a camada de supervisão, dados e alarmes
O SCADA é o sistema supervisório usado para monitoramento em tempo real, coleta de dados operacionais, geração de alarmes, visualização de tendências e acompanhamento de variáveis importantes da planta. Ele oferece uma visão mais ampla do processo do que a IHM local, permitindo que equipes de operação, manutenção, engenharia e gestão técnica acompanhem eventos e condições de produção com maior contexto.
Em um projeto de modernização, o SCADA pode contribuir para rastreabilidade, histórico de alarmes, análise de paradas, acompanhamento de variáveis críticas e integração de dados entre diferentes áreas industriais. Isso é especialmente importante quando a planta precisa sair de uma operação baseada apenas em percepção local e avançar para decisões apoiadas por dados.
A modernização do supervisório não deve ser vista apenas como atualização visual de telas.
O ganho técnico está em organizar tags, eventos, alarmes, históricos, permissões operacionais e fluxos de informação para que o sistema represente melhor o processo real e apoie manutenção, produção e engenharia.
Redes industriais: a camada de comunicação entre equipamentos
As redes industriais conectam controladores, módulos de entrada e saída, sensores inteligentes, inversores, IHMs, sistemas supervisórios e outros dispositivos.
Protocolos e tecnologias como Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet e Profibus podem estar presentes em diferentes arquiteturas, conforme a necessidade da planta e a compatibilidade dos equipamentos.
Em muitos ambientes industriais, a limitação não está apenas em um equipamento antigo, mas na falta de comunicação entre sistemas.
Uma máquina pode operar corretamente de forma isolada, mas não entregar dados para o supervisório, não registrar alarmes de forma estruturada ou não se integrar a outras etapas da linha. Nesse caso, a rede industrial é uma parte essencial da modernização.
A contribuição dessa camada está na integração: ela permite que dados circulem entre o chão de fábrica e os níveis de operação e supervisão.
Sem uma comunicação bem planejada, funcionalidades como monitoramento em tempo real, rastreabilidade, alarmes centralizados e coleta de dados operacionais podem ficar incompletas.
Mini glossário técnico
- CLP ou PLC: controlador lógico programável que executa a lógica de controle automático do processo;
- IHM: interface local usada pelo operador para visualizar informações, ajustar parâmetros permitidos e interagir com máquinas ou áreas produtivas;
- SCADA: sistema supervisório voltado ao monitoramento em tempo real, coleta de dados, alarmes, tendências e visão integrada da operação;
- Redes industriais: meios de comunicação que conectam dispositivos, controladores, interfaces e sistemas, viabilizando troca de dados entre equipamentos;
- Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet e Profibus: exemplos de redes ou protocolos industriais usados para comunicação em diferentes arquiteturas de automação;
- Alarmes: eventos configurados para indicar condições anormais, falhas, limites de processo ou estados que exigem atenção operacional;
- Rastreabilidade: capacidade de registrar e consultar informações relevantes do processo, como eventos, condições operacionais e dados de produção.
Fluxo conceitual: do chão de fábrica ao supervisório
Um fluxo típico de automação pode ser entendido em etapas:
- Sensores e instrumentos coletam informações do processo, como presença, nível, temperatura, pressão, vazão, posição ou estado de equipamentos.
- Atuadores e equipamentos executam ações físicas, como abrir válvulas, acionar motores, variar velocidade ou movimentar mecanismos.
- CLPs ou PLCs recebem sinais, processam a lógica de controle e comandam as ações necessárias para manter o processo dentro das condições definidas.
- Redes industriais transportam dados entre dispositivos, controladores, IHMs e sistemas supervisórios.
- IHMs permitem a operação local, com telas de comando, ajustes e mensagens de diagnóstico.
- SCADA consolida informações, exibe telas de supervisão, registra dados operacionais, organiza alarmes e apoia o monitoramento em tempo real.
- Equipes de operação, manutenção e engenharia utilizam essas informações para acompanhar desempenho, investigar falhas, padronizar rotinas e planejar melhorias.
Esse fluxo mostra por que a modernização deve considerar a arquitetura completa.
Atualizar uma IHM sem revisar a comunicação pode melhorar a visualização local, mas não resolver a ausência de dados históricos.
Trocar um controlador sem avaliar alarmes e supervisão pode manter gargalos de rastreabilidade.
Integrar redes sem revisar a lógica de controle pode limitar o potencial do sistema.
A Easy Automação atua com desenvolvimento e integração de sistemas de automação envolvendo CLPs, IHMs, SCADA e redes industriais como Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet e Profibus, conforme o contexto de cada planta. Essa abordagem é importante porque a modernização industrial depende da conexão coerente entre controle, operação, supervisão e dados, e não apenas da substituição de componentes individuais.
Benefícios esperados da modernização para produtividade, segurança operacional e manutenção
A Modernização de sistemas de automação pode apoiar ganhos industriais relevantes quando parte de um diagnóstico técnico consistente e de um projeto alinhado à realidade da planta.
Em automação industrial, modernizar não significa apenas substituir um CLP, uma IHM ou um supervisório SCADA; significa melhorar a forma como o processo é controlado, monitorado, registrado e mantido ao longo da operação.
Benefícios esperados, sem tratar como promessa automática
- Maior produtividade operacional: sistemas mais integrados tendem a reduzir dependências manuais, melhorar a resposta do controle automático e favorecer uma operação mais contínua;
- Padronização das operações: lógicas de controle, telas de IHM, alarmes e rotinas de operação podem ser organizados para reduzir variações entre turnos, operadores e linhas;
- Melhor segurança operacional: alarmes mais bem configurados, intertravamentos revisados e supervisão em tempo real ajudam a tornar desvios de processo mais visíveis para a equipe;
- Mais confiabilidade do processo: a integração entre CLPs, redes industriais, sensores, atuadores e SCADA pode reduzir pontos cegos e facilitar a identificação de falhas;
- Apoio à eficiência energética: a coleta de dados operacionais pode revelar padrões de consumo, partidas desnecessárias, operação fora de faixa e oportunidades de controle mais estável;
- Redução potencial de custos de manutenção: informações mais acessíveis sobre falhas, alarmes, ciclos de operação e condições de equipamento podem apoiar ações preventivas e diagnósticos mais rápidos;
- Melhor tomada de decisão: dados de produção, alarmes, paradas e variáveis críticas permitem que manutenção, engenharia e produção discutam o processo com base em evidências, não apenas em percepção operacional;
- Menor dependência de intervenção manual: quando o controle automático é bem projetado e validado, parte das correções repetitivas pode ser incorporada à lógica do sistema, respeitando os limites de segurança e operação definidos no projeto.
Como cada benefício se conecta à causa técnica
A produtividade melhora quando a automação reduz etapas manuais repetitivas, organiza sequências de partida e parada, melhora a comunicação entre equipamentos e permite que o operador acompanhe o processo com mais clareza pela IHM ou pelo SCADA.
A padronização acontece quando receitas, parâmetros, alarmes, permissivos, intertravamentos e telas operacionais seguem uma arquitetura coerente. Isso reduz interpretações diferentes sobre o mesmo processo e ajuda a manter a operação mais previsível.
A segurança operacional é favorecida quando o sistema passa a indicar desvios, falhas de comunicação, condições anormais e eventos críticos de forma estruturada.
A geração de alarmes, quando bem definida, não serve apenas para avisar que algo ocorreu; ela ajuda a priorizar a resposta da equipe.
A confiabilidade aumenta quando há melhor integração entre CLPs, PLCs, IHMs, sistemas SCADA e redes industriais como Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet e Profibus, sempre conforme a arquitetura aplicável à planta.
Quanto mais consistente for a comunicação entre os níveis de campo, controle e supervisão, menor tende a ser a dependência de verificações isoladas e diagnósticos manuais.
A manutenção ganha qualidade quando os dados operacionais deixam de ficar dispersos.
Histórico de alarmes, tempos de parada, estados de máquina, falhas recorrentes e variáveis de processo podem indicar onde concentrar inspeções, ajustes e melhorias.
A eficiência energética pode ser apoiada por uma automação mais observável.
Mesmo sem prometer economia automática, o monitoramento de cargas, ciclos, tempos ociosos e condições de operação cria uma base melhor para decisões de engenharia e manutenção.
Comparativo qualitativo entre sistema limitado e sistema modernizado
| Aspecto da operação | Sistema limitado ou defasado | Sistema modernizado e bem integrado |
|---|---|---|
| Monitoramento | Visão parcial do processo, muitas vezes dependente de inspeção local | Acompanhamento mais centralizado por IHM ou SCADA, com dados operacionais mais acessíveis |
| Alarmes | Alertas pouco organizados, excesso de mensagens ou baixa priorização | Alarmes estruturados por criticidade, contexto e necessidade de ação |
| Controle automático | Maior dependência de ajustes manuais e rotinas não padronizadas | Lógicas revisadas para maior repetibilidade, estabilidade e padronização |
| Rastreabilidade | Registros incompletos, dispersos ou dependentes de apontamento manual | Coleta de dados mais integrada para apoiar histórico de produção e análise de eventos |
| Manutenção | Diagnóstico mais lento, com menor visibilidade sobre falhas recorrentes | Melhor acesso a informações de falha, estados de equipamento e comportamento do processo |
| Integração | Máquinas, sensores e sistemas com comunicação limitada | Arquitetura mais preparada para troca de dados entre campo, controle e supervisão |
| Decisão gerencial | Discussões baseadas em relatos, amostras ou registros fragmentados | Decisões apoiadas por dados de processo, alarmes e indicadores operacionais disponíveis |
Leitura técnica responsável dos benefícios
Os benefícios da modernização dependem do cenário real da planta, do estado dos ativos, da arquitetura existente, da compatibilidade entre equipamentos, da qualidade do diagnóstico, dos testes de integração, do comissionamento e da forma como a equipe passa a operar e manter o sistema.
Por isso, uma modernização bem conduzida deve avaliar não apenas o equipamento a ser trocado, mas também comunicação, lógica de controle, telas de operação, alarmes, coleta de dados, documentação técnica, capacitação e suporte após o startup. Também é importante diferenciar melhoria técnica de promessa de resultado.
Um sistema mais moderno pode criar condições melhores para produtividade, segurança operacional, eficiência energética e redução de falhas operacionais, mas o desempenho final depende da combinação entre projeto, processo, pessoas e rotina de manutenção.
Nesse contexto, a Easy Automação atua com foco em produtividade, eficiência e soluções customizadas em automação industrial, incluindo desenvolvimento e integração com CLPs, IHMs, SCADA e redes industriais.
A experiência prática da empresa em projetos industriais, com suporte do projeto ao acompanhamento da produção, contribui para que a modernização seja tratada como uma evolução estruturada do processo, e não como uma troca isolada de componentes.
Como planejar um projeto de modernização sem comprometer a produção?
Planejar a modernização de sistemas de automação sem comprometer a produção exige tratar o projeto como uma jornada de engenharia, não como uma simples troca de CLP, IHM, SCADA ou rede industrial.
O ponto central é reduzir incertezas antes da execução: entender o processo, mapear ativos, definir prioridades, validar compatibilidades, testar integrações e preparar a equipe que irá operar e manter a solução.
Passo a passo estratégico para uma modernização segura
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Diagnóstico técnico do processo
O primeiro passo é compreender como a planta opera hoje. Isso inclui analisar rotinas de produção, pontos de intervenção manual, falhas recorrentes, alarmes existentes, limitações de comunicação, dependência de equipamentos obsoletos e necessidades de rastreabilidade.
Um bom diagnóstico técnico também avalia como engenharia, manutenção, produção e TI industrial utilizam os dados disponíveis para tomar decisões.
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Levantamento de ativos e documentação técnica
Antes de propor mudanças, é necessário levantar CLPs ou PLCs, IHMs, sistemas SCADA, painéis, sensores, instrumentos, inversores, redes industriais, estações de operação e integrações existentes. Também é importante verificar diagramas elétricos, programas, telas de supervisão, listas de sinais, parâmetros críticos, históricos de manutenção e documentação técnica disponível.
Quando a documentação está incompleta, o projeto deve prever uma etapa de reconstrução ou validação das informações em campo.
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Definição de escopo e prioridades
Nem toda modernização precisa acontecer de uma só vez.
Em muitos cenários, a estratégia mais segura é priorizar áreas críticas, linhas com maior impacto operacional, sistemas com maior dificuldade de manutenção ou pontos que limitam a coleta de dados. Essa definição ajuda a separar o que é urgente, o que pode ser planejado em fases e o que depende de parada programada.
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Desenho da arquitetura de automação
A arquitetura deve mostrar como controladores, IHMs, SCADA, redes industriais e sistemas de coleta de dados irão se comunicar. Nessa etapa, avaliam-se compatibilidade, expansão futura, padronização de telas, estrutura de alarmes, níveis de acesso, integração entre equipamentos e requisitos de monitoramento em tempo real.
O objetivo é criar uma base técnica coerente para controle automático, supervisão, rastreabilidade e manutenção.
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Planejamento da integração
A integração deve considerar a convivência entre sistemas existentes e novos componentes. Isso envolve comunicação entre equipamentos, troca de dados operacionais, atualização de lógicas, validação de sinais, padronização de nomenclaturas e testes de interface.
Quando há redes industriais como Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet ou Profibus, o planejamento precisa avaliar como cada camada será mantida, adaptada ou substituída conforme o diagnóstico.
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Testes antes da entrada em produção
Sempre que possível, telas, lógicas, comunicações, alarmes e sequências operacionais devem ser testados antes da implantação definitiva.
Testes ajudam a identificar inconsistências de parametrização, falhas de comunicação, diferenças entre documentação e campo, riscos de operação e ajustes necessários na interação entre automação e processo.
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Comissionamento e startup
O comissionamento valida se o sistema instalado corresponde ao projeto e se os sinais, comandos, alarmes, intertravamentos, telas e integrações funcionam conforme o escopo definido.
O startup, por sua vez, acompanha a entrada operacional da solução, observando o comportamento real do processo e os ajustes necessários durante a retomada ou evolução da produção.
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Capacitação, suporte e acompanhamento
A modernização só se consolida quando a equipe entende como operar, interpretar alarmes, consultar dados, acionar manutenção e lidar com rotinas do novo sistema.
Capacitação, suporte remoto quando aplicável e acompanhamento após a implantação ajudam a reduzir dependência de conhecimento informal e fortalecem a continuidade operacional.
Checklist de perguntas para engenharia e manutenção
- Quais equipamentos, linhas ou processos apresentam maior dificuldade de suporte;
- Existem CLPs, IHMs, sistemas SCADA ou redes industriais com obsolescência ou comunicação limitada;
- A operação depende excessivamente de ajustes manuais ou decisões baseadas em percepção;
- Os alarmes atuais ajudam a diagnosticar falhas ou apenas indicam que algo parou;
- Há dados operacionais suficientes para manutenção, produção e gestão analisarem desempenho;
- A planta possui documentação técnica atualizada dos programas, painéis, redes e instrumentos;
- Quais integrações são críticas para rastreabilidade, supervisão e controle automático;
- A modernização exigirá parada programada, execução em fases ou coexistência temporária entre sistemas;
- Quais testes precisam ocorrer antes do comissionamento em campo;
- Quem deve ser treinado para operar, manter e acompanhar o sistema após o startup.
Riscos de migração e continuidade operacional
Toda migração em automação industrial envolve riscos que precisam ser tratados tecnicamente.
Entre os mais comuns estão incompatibilidade entre equipamentos, perda de parâmetros, divergência entre documentação e instalação real, interrupção de comunicação, alarmes mal configurados, telas pouco intuitivas, falhas na validação de sinais e ausência de plano de retorno caso algo precise ser ajustado. Por isso, a continuidade operacional depende de planejamento.
Em termos práticos, isso significa definir janelas de intervenção quando necessário, validar backups, registrar configurações, testar integrações, envolver operadores e manutenção, documentar alterações e acompanhar a produção no momento de partida.
A modernização deve preservar o conhecimento do processo ao mesmo tempo em que melhora a capacidade de controle, supervisão e tomada de decisão.
Modernização como jornada estruturada
O ganho mais consistente de uma modernização vem da combinação entre diagnóstico, engenharia, integração, testes, comissionamento, startup, treinamento e suporte.
Trocar um componente isolado pode resolver uma limitação pontual, mas não necessariamente melhora a confiabilidade do sistema como um todo.
Já uma abordagem estruturada permite revisar arquitetura, comunicação, coleta de dados, alarmes, rastreabilidade e manutenção de forma integrada.
A Easy Automação atua nesse contexto com atendimento personalizado, soluções customizadas e acompanhamento do projeto até a produção, conforme a necessidade de cada planta.
Sua experiência prática em projetos de expansão, melhorias de processos e implantação de soluções industriais contribui para uma visão técnica orientada à operação real, considerando tanto a engenharia do sistema quanto a rotina de quem produz, mantém e acompanha o processo diariamente.
Modernização por setor: laticínios, alimentos e bebidas, farmacêutico e manufatura
A Modernização de sistemas de automação não tem a mesma prioridade em todos os ambientes industriais.
Embora CLPs, IHMs, SCADA, redes industriais, alarmes e coleta de dados estejam presentes em muitos projetos, o que muda é o objetivo operacional: em alguns setores, a rastreabilidade é o ponto central; em outros, a repetibilidade, a confiabilidade da manutenção, a padronização de processo ou a integração de dados com a produção. Por isso, uma análise por vertical ajuda a evitar decisões genéricas.
Modernizar não deve significar apenas substituir equipamentos antigos por novos, mas entender quais camadas da automação estão limitando o controle de processo, a visualização operacional, a qualidade de processo, a eficiência energética ou a capacidade de resposta da manutenção.
Laticínios
Em laticínios, a automação costuma ter forte relação com controle de processo, repetibilidade e rastreabilidade.
Linhas com tanques, bombas, válvulas, sensores, instrumentos de medição, etapas de aquecimento, resfriamento, mistura ou envase podem depender de sequências bem definidas para manter padronização operacional.
Nessa vertical, a modernização pode ser considerada quando o sistema apresenta dificuldade para registrar dados de produção, gerar alarmes claros, integrar equipamentos de diferentes áreas ou apoiar a manutenção na identificação de falhas.
Também é comum que plantas com crescimento ao longo do tempo tenham arquiteturas parcialmente integradas, nas quais CLPs, IHMs e supervisórios foram adicionados em fases diferentes.
A origem da Easy Automação está ligada à experiência prática em uma grande indústria de laticínios no interior de Minas Gerais, em projetos de expansão, melhorias de processos e implantação de soluções industriais. Esse histórico ajuda a contextualizar a importância de olhar para a automação como parte da operação real da planta, e não apenas como uma camada elétrica ou de programação.
Prioridades típicas em laticínios incluem:
- Padronização de sequências operacionais;
- Registro de dados de processo e produção;
- Alarmes mais claros para operação e manutenção;
- Integração entre equipamentos, sensores e supervisórios;
- Apoio à rastreabilidade e à confiabilidade operacional;
- Redução de dependência de comandos manuais quando o processo exige repetibilidade.
Alimentos e bebidas
No setor de alimentos e bebidas, a diversidade de linhas, receitas, etapas produtivas e equipamentos pode tornar a automação um fator importante para manter consistência.
A modernização tende a fazer sentido quando há dificuldade para visualizar o processo em tempo real, consolidar dados operacionais, padronizar parâmetros ou responder rapidamente a desvios.
Sistemas supervisórios SCADA, IHMs bem estruturadas e redes industriais confiáveis podem apoiar a operação ao centralizar informações de produção, status de máquinas, alarmes e condições de processo.
Já os CLPs contribuem para que o controle automático seja executado de forma coerente com a lógica definida pela engenharia.
Em termos práticos, a necessidade não é apenas automatizar mais, mas automatizar melhor: com telas mais intuitivas, alarmes classificados de forma útil, dados acessíveis para análise e integração entre o chão de fábrica e as áreas responsáveis por manutenção, engenharia e produção.
Prioridades típicas em alimentos e bebidas incluem:
- Repetibilidade de processos e parâmetros;
- Monitoramento de linhas e equipamentos;
- Redução de falhas operacionais por falta de padronização;
- Dados de produção mais consistentes para tomada de decisão;
- Integração entre máquinas, sensores, CLPs, IHMs e SCADA;
- Melhoria da manutenção por meio de diagnóstico mais acessível.
Farmacêutico
Em ambientes farmacêuticos, a automação costuma ser associada à precisão, documentação, controle de parâmetros e consistência operacional.
Sem entrar em requisitos específicos de certificações ou normas, que dependem de cada planta e de cada processo, é possível afirmar de forma geral que esse tipo de indústria tende a valorizar rastreabilidade, controle rigoroso de variáveis e padronização.
A modernização pode ser relevante quando sistemas antigos dificultam o registro estruturado de dados, a visualização de alarmes, o controle de permissões operacionais, a integração entre áreas ou a manutenção de uma base técnica confiável. Também pode ser necessária quando a operação depende de registros manuais excessivos ou de supervisórios que não refletem com clareza o estado real do processo.
Nesse setor, a qualidade de processo depende de uma combinação entre projeto de automação, instrumentação adequada, lógica de controle, interface operacional e documentação técnica.
A modernização deve ser planejada com cuidado para não comprometer a continuidade operacional nem criar lacunas na forma como os dados são coletados e interpretados.
Prioridades típicas no farmacêutico incluem:
- Controle consistente de variáveis críticas de processo;
- Registro e organização de dados operacionais;
- Alarmes com contexto suficiente para apoiar decisões;
- Padronização de operação e redução de intervenções manuais desnecessárias;
- Integração entre sistemas de controle, supervisão e manutenção;
- Documentação técnica alinhada ao funcionamento real da planta.
Manufatura
Na manufatura, a modernização pode estar associada à disponibilidade de máquinas, integração de células produtivas, coleta de dados, eficiência energética e manutenção.
Muitas plantas combinam equipamentos de diferentes idades, tecnologias e fabricantes, o que pode gerar barreiras de comunicação e dificultar o monitoramento em tempo real. Quando CLPs, IHMs, redes industriais e supervisórios não conversam adequadamente, a operação pode perder visibilidade sobre paradas, tempos de ciclo, alarmes recorrentes e condições de máquina.
A consequência é uma tomada de decisão mais dependente de observação manual e menos apoiada por dados operacionais.
A modernização, nesse contexto, pode envolver integração de equipamentos existentes, atualização de interfaces, revisão de lógica de controle, melhoria de redes industriais e estruturação de dados para manutenção e produção.
O objetivo é criar uma base mais confiável para operação, diagnóstico e melhoria contínua, sempre considerando o cenário específico da planta.
Prioridades típicas na manufatura incluem:
- Integração entre máquinas, linhas e sistemas de supervisão;
- Monitoramento de status, alarmes e condições de operação;
- Dados de produção disponíveis para engenharia e manutenção;
- Padronização de comandos e interfaces operacionais;
- Apoio à manutenção preventiva e corretiva;
- Identificação de oportunidades de eficiência energética e confiabilidade.
Comparativo qualitativo de desafios por setor
| Setor | Prioridades comuns | Sinais de limitação na automação | Foco típico da modernização |
|---|---|---|---|
| Laticínios | Rastreabilidade, padronização, controle de processo | Dados dispersos, alarmes pouco claros, baixa integração entre etapas | Integrar CLPs, IHMs, SCADA e redes para melhorar supervisão e confiabilidade |
| Alimentos e bebidas | Repetibilidade, monitoramento, dados de produção | Dependência de operação manual, dificuldade de visualizar linhas, registros incompletos | Padronizar parâmetros, melhorar telas operacionais e estruturar coleta de dados |
| Farmacêutico | Controle de variáveis, documentação, qualidade de processo | Sistemas defasados, registros manuais, baixa rastreabilidade operacional | Fortalecer supervisão, alarmes, registros e integração entre controle e operação |
| Manufatura | Disponibilidade, manutenção, integração de máquinas | Equipamentos isolados, redes limitadas, diagnóstico difícil | Conectar máquinas, melhorar comunicação industrial e apoiar manutenção com dados |
O que muda de um setor para outro?
A base tecnológica pode ser semelhante, envolvendo CLP ou PLC, IHM, SCADA, redes industriais, sensores, instrumentos e sistemas de coleta de dados.
O que muda é a prioridade do projeto.
Em laticínios e alimentos e bebidas, a rastreabilidade e a repetibilidade costumam ter peso elevado porque o processo precisa manter consistência operacional.
No farmacêutico, o controle de parâmetros e a organização dos registros ganham destaque.
Na manufatura, a integração entre máquinas, a disponibilidade e a manutenção tendem a orientar a tomada de decisão. Essa leitura por setor evita um erro comum: tratar a modernização como um pacote único.
Um projeto bem planejado deve começar pelo diagnóstico da operação, identificar gargalos de controle, comunicação e supervisão, e só então definir quais componentes precisam ser atualizados, integrados ou substituídos.
A Easy Automação atua em automação industrial, manutenção industrial, alimentício, farmacêutico e outros segmentos industriais, oferecendo desenvolvimento e integração com CLPs, IHMs, SCADA e redes industriais, além de instalação, manutenção, comissionamento, startup, suporte remoto e capacitação, conforme a necessidade técnica de cada projeto.
Em uma decisão de modernização, esse tipo de abordagem personalizada é importante porque cada planta tem sua própria arquitetura, histórico de expansão, nível de integração e exigências operacionais.
Como escolher um parceiro para modernizar sistemas de automação?
Escolher um fornecedor de automação para um projeto de Modernização de sistemas de automação exige mais do que comparar equipamentos.
A decisão deve considerar experiência prática em processos industriais, domínio técnico de CLP, PLC, IHM, SCADA e redes industriais, capacidade de integração entre máquinas e sistemas, qualidade do comissionamento e suporte após o startup.
Um bom parceiro deve ajudar a indústria a transformar uma necessidade técnica em um projeto customizado, com diagnóstico claro, definição de escopo, análise de riscos e acompanhamento da implantação até a operação assistida.
Critérios para avaliar um fornecedor de automação industrial
Ao avaliar uma empresa para modernizar sistemas de automação, observe critérios como:
- Experiência em processos industriais: o parceiro deve entender o ambiente produtivo, as restrições de parada, os impactos sobre manutenção industrial, produção, qualidade e TI industrial;
- Domínio de CLPs, IHMs e SCADA: a modernização pode envolver desenvolvimento, substituição, integração ou adequação de controladores, interfaces de operação e sistemas supervisórios;
- Conhecimento em redes industriais: protocolos e redes como Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet e Profibus podem ser decisivos para conectar equipamentos, sensores, instrumentos e sistemas de supervisão;
- Capacidade de integração: o projeto deve considerar comunicação entre máquinas, coleta de dados operacionais, alarmes, rastreabilidade, controle automático e monitoramento em tempo real;
- Atuação em instalação e manutenção: modernizar não termina na entrega do painel ou do software. A qualidade da instalação, dos testes e da manutenção influencia a confiabilidade do sistema;
- Comissionamento e startup estruturados: o fornecedor precisa validar sinais, lógicas, telas, alarmes, intertravamentos e comunicação antes da operação plena;
- Suporte e capacitação: suporte remoto, orientação técnica e treinamento dos envolvidos ajudam a reduzir dependência de conhecimento informal e facilitam a continuidade operacional;
- Projeto customizado: cada planta tem arquitetura, prioridades, riscos e limitações próprios. Por isso, soluções padronizadas demais podem deixar lacunas importantes.
A Easy Automação se posiciona nesse contexto como fabricante e fornecedor de soluções em automação industrial, com atuação nacional, instalação, manutenção, suporte remoto, capacitação e soluções personalizadas.
Sua trajetória vem da experiência prática em uma grande indústria de laticínios no interior de Minas Gerais e se consolidou em projetos de expansão, melhorias de processos e implantação de soluções industriais, atendendo segmentos como alimentício, farmacêutico, manutenção industrial e automação industrial.
Perguntas para solicitar um diagnóstico técnico
Antes de contratar ou aprovar um projeto, vale solicitar um diagnóstico técnico com perguntas objetivas. Elas ajudam a alinhar expectativa, escopo e riscos:
- Quais equipamentos, CLPs, IHMs, inversores, sensores, instrumentos e sistemas supervisórios fazem parte da arquitetura atual;
- Existem componentes obsoletos, com suporte limitado ou dificuldade de reposição;
- Quais redes industriais estão em uso e quais pontos apresentam falhas de comunicação ou baixa integração;
- O sistema atual permite coleta de dados operacionais, geração de alarmes e rastreabilidade suficiente para a operação;
- Quais etapas ainda dependem de intervenção manual excessiva;
- Há documentação técnica atualizada da lógica, telas, painéis, redes e instrumentos;
- A modernização exigirá parada de produção ou pode ser planejada por etapas;
- Como serão feitos os testes de integração antes do comissionamento;
- Quem será capacitado para operar, manter e diagnosticar o novo sistema;
- Como será o suporte após o startup e durante o acompanhamento inicial da produção.
Essas perguntas não substituem uma avaliação em campo ou análise técnica detalhada, mas ajudam gestores de engenharia, manutenção, produção e TI industrial a identificar se o fornecedor trata a modernização como uma jornada estruturada ou apenas como troca de componentes.
FAQ sobre modernização de sistemas de automação
O que é modernização de sistemas de automação?
É a atualização planejada da arquitetura de automação de uma planta, podendo envolver CLPs, IHMs, SCADA, redes industriais, coleta de dados, alarmes, rastreabilidade e integração entre equipamentos.
Modernizar significa trocar todos os equipamentos?
Não necessariamente.
Em muitos casos, a modernização pode envolver integração, atualização parcial, retrofit, revisão de comunicação, melhoria de supervisão ou substituição seletiva de componentes.
Qual é o papel do CLP em um projeto de modernização?
O CLP ou PLC executa lógicas de controle automático, recebe sinais de campo e aciona equipamentos.
Em uma modernização, ele pode ser revisado, integrado, reprogramado ou substituído conforme o diagnóstico técnico.
Para que serve o SCADA na automação industrial?
O SCADA permite supervisão do processo, visualização de variáveis, registro de dados, geração de alarmes e acompanhamento operacional em tempo real.
Por que redes industriais são importantes?
Redes industriais conectam controladores, sensores, instrumentos, IHMs, sistemas supervisórios e outros equipamentos.
Uma comunicação confiável favorece monitoramento, controle, manutenção e rastreabilidade.
O que é comissionamento em automação industrial?
Comissionamento é a etapa de validação técnica do sistema antes da operação plena.
Inclui testes de sinais, comunicação, telas, alarmes, lógicas de controle e integração entre equipamentos.
O suporte após o startup é importante?
Sim.
O suporte ajuda a acompanhar ajustes operacionais, orientar equipes, corrigir dúvidas e manter a continuidade da produção após a entrada do sistema em operação.
Sugestões de s para consulta rápida
Definição objetiva: modernização de sistemas de automação é o processo de atualizar, integrar ou substituir componentes como CLPs, IHMs, SCADA e redes industriais para melhorar controle, monitoramento, dados, alarmes e confiabilidade operacional.
Checklist rápido para escolher fornecedor:
- Experiência prática em processos industriais;
- Domínio de CLP, PLC, IHM e SCADA;
- Conhecimento em Ethernet/IP, IOLink, Modbus, Devicenet e Profibus;
- Capacidade de integração entre máquinas e sistemas;
- Planejamento de comissionamento e startup;
- Suporte remoto e capacitação;
- Instalação, manutenção e acompanhamento técnico;
- Solução customizada para a realidade da planta.
Perguntas frequentes essenciais:
- O sistema atual tem suporte e documentação;
- Os dados de produção são confiáveis e acessíveis;
- A rastreabilidade atende às necessidades do processo;
- As redes industriais suportam a integração desejada;
- A equipe será treinada para operar e manter o sistema;
- O fornecedor acompanha o projeto até a produção.
Links internos recomendados
- Automação industrial;
- Manutenção industrial;
- Comissionamento e startup;
- CLP e SCADA;
- Redes industriais;
- Suporte remoto e capacitação.
Para avaliar como Modernização de sistemas de automação pode contribuir para a operação, solicite uma análise técnica baseada nas condições reais do processo e defina os próximos passos com segurança.
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